BETO CURRA [OPINIÃO]

Conversamos com Roberto Curra, jovem e atuante empresário do grupo que reúne as empresas Florense, Sierra, Orlean e Uniflex, com importante inserção no estado de Pernambuco. Beto, como é conhecido, atua na área comercial e de relacionamento.

O segmento de arquitetura e design de Pernambuco se destaca por sua produção e qualidade. A que atribui o destaque e como atua empresarialmente no setor?

Entendo que temos uma construção histórica que possibilita uma entrega por parte dos arquitetos e designers com a qualidade que enxergamos. Temos berço, temos uma escola de arquitetura propriamente dita e, como dizem, o fruto não cai longe do pé, portanto temos uma legião de grandes arquitetos, que surgem de forma constante. Hoje buscamos valorizar a atuação dos profissionais de arquitetura, estimulamos o crescimento do conhecimento com base no oferecimento de cursos, workshops, viagens culturais, etc. Além disso, buscamos investir em serviços e produtos de qualidade, em todas as nossas empresas somos reconhecidos por isso, pois não há forma melhor de valorizar o profissional de arquitetura, do que entregando o melhor produto e serviço para ele.

Com os novos aspectos da economia impulsionados pelos fatos recentes, qual a sua visão a médio e longo prazo?

A médio prazo enxergamos um fluxo maior de clientes e projetos em virtude da retomada dos negócios. É uma demanda represada do tempo parado. Entretanto, a longo prazo, vejo com entusiasmo o que está por vir. Vemos a Construção Civil do Estado retomando os lançamentos e entregas, clientes ávidos por empreendimentos novos, muitos buscando novas soluções de moradia, que possibilitem mais conforto: residências horizontais, casa de campo, casa de praia, etc. Nunca passamos tanto tempo dentro de casa, como nos últimos meses, estamos aprendendo a valorizar ainda mais esse espaço e a tratá-lo com mais cuidado e carinho, buscando o conforto em primeiro lugar.

Na sua opinião quais valores devem ser preservados e quais modificados nas relações comerciais?

Mais do que nunca, o respeito. O respeito aos profissionais que nos indicam, o respeito aos nossos clientes e o respeito à nossa equipe de colaboradores. Cada vez mais, o respeito e entendimento serão itens essenciais nas relações comerciais. Sobre o que deve mudar, não tenho dúvidas que o contato físico vai se tornar mais restrito e pontual, então entendo que nossa missão como empresários é conseguir tocar o cliente, mexer no seu imaginário e criar experiências à distância. A dúvida é: o afeto pode ser digital?