Diane Von Furstenberg

Considerada o maior sucesso financeiro no mundo da moda depois de Chanel, a estilista Diane von Furstenberg com seu gosto elegante e talento conquistou, através de sua marca DVF, clientes famosos e poderosos, como por exemplo, Michelle Obama, Gwyneth Paltrow, Madonna, Jessica Alba, Susan Sarandon, Jennifer Lopez e Kate Middleton.Com isso, transformou a DVF em um verdadeiro ícone no segmento de luxo, cujos produtos, as campanhas e as lojas dizem a mesma coisa: “seja a mulher que você quer ser”.

Diane Simone Michelle Halfin nasceu no dia 31 de dezembro de 1946 na cidade de Bruxelas em uma família judaica de classe média alta, sobrevivente do campo de concentração de Auschwitz. Estudou economia na renomada Universidade de Genebra. Aos dezoito anos conheceu o príncipe Egon von Furstenberg, descendente por parte de pai de uma família alemã de sangue azul, e por parte de mãe, dos fundadores da montadora Fiat, e se casou em 1969 na cidade de Paris, onde ela disse o “sim” vestida com uma criação de Christian Dior.

O casamento, embora não fosse feliz e muito bem aceito pela família do noivo por causa da religião dela, foi considerado dinástico e, por isso, Diane recebeu o título de princesa von Furstenberg. Mudou-se em 1969 com o marido para Nova York.

Apesar de ser extremamente rica e não precisar trabalhar, ficou famosa meteoricamente quando desenhou uma coleção de vestidos de jérsei para passar o tempo, em 1972. Seu talento recebeu elogios de ninguém menos que Diana Vreeland, a lendária editora da revista Vogue.

Em 1973, a estilista surpreendeu o mundo da moda com a criação do vestido-envelope (conhecido em inglês como “wrap dress”), confeccionado em jérsei de algodão, cruzado na altura dos seios e fechado por um laço na cintura. Vendido por US$ 75, o modelo rapidamente caiu no gosto das americanas.

Era visto por todos os lados: em mães de famílias de classe média, badaladas estrelas de Hollywood, primeiras-damas e militantes feministas. Mas porque tanto sucesso? Era uma peça democrática e feminina, que valorizava todos os tipos de silhuetas. O vestido era sensual e prático ao mesmo tempo. Bastava envolver o corpo em um laço, colocar sandálias de salto e estar elegante.

“Os homens adoravam porque era fácil de tirar”, sempre relembra Diane. “Como ele não tinha botões nem zíper, podíamos nos despir sem fazer o menor barulho”, completa a estilista. O sucesso era tanto que, em 1976, a estilista vendia 25 mil vestidos por semana. Ancorado na máxima “Feel like a woman, dress like a woman” (em tradução “Sinta-se como uma mulher, vista-se como uma mulher”), o vestido se tornou um must-have atemporal.

Mas o trajeto da estilista na moda teve um hiato. Depois do sucesso estrondoso na década de 1970, ela licenciou a linha de vestidos e vendeu a empresa de cosméticos em 1983. Mudou-se para Paris em 1985, onde trabalhou como editora. Em 2004, a estilista criou uma linha de joias em parceria com a brasileira H. Stern, originando assim os chamados power rings, anéis feitos de pedras grandes. Seus brincos, anéis, pulseiras e relógios rapidamente figuravam entre os objetos mais vendidos pela joalheria brasileira. Pouco depois introduziu uma linha de echarpes e moda praia, iniciando assim uma diversificação da linha de produtos da marca.

Em 2009 ganhou destaque mundial ao assinar o vestido usado pela primeira-dama americana, Michelle Obama, na foto do cartão de Natal da família. Em 2010, a marca inaugurou sua primeira loja na América Latina, localizada em São Paulo, no shopping Iguatemi. A loja transmitia a ideia de uma caixinha de joias, com bancos em forma de diamante e constelações de espelhos em espiral na direção do teto criando assim um contraste para os produtos da marca.

Mais recentemente, em 2011, além de lançar o perfume Diane, a DVF ingressou no segmento de decoração com uma linha de produtos para casa, que incluía tapetes, roupas de cama, toalhas de mesa e almofadas. Pouco depois, firmou parceria com a GAP, para quem Diane desenhou uma coleção infantil.

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